Quanto custa uma bomba de calor ar-água em 2026
Uma bomba de calor ar-água de 10 kW representa um investimento de 12 000 a 18 000 €, instalação incluída, o equivalente a substituir uma caldeira e produzir simultaneamente aquecimento e água quente sanitária (AQS). É a opção mais completa, mas também a mais cara. Antes de pedir orçamentos, vale a pena perceber como o preço varia com a potência e o tipo de equipamento.
A tabela seguinte resume as ordens de grandeza para 2026, equipamento e mão-de-obra incluídos:
| Tipo de equipamento | Potência indicativa | Preço instalado (2026) |
|---|---|---|
| Bomba de calor ar-ar (mono-split) | 2,5 a 5 kW | a partir de 2 500 € |
| Bomba de calor ar-ar (multi-split) | 5 a 8 kW | 4 000 a 8 000 € |
| Bomba de calor ar-água | 8 a 12 kW | 12 000 a 18 000 € |
O preço final depende da potência, da natureza dos emissores existentes (radiadores, piso radiante) e da complexidade da rede hidráulica. Há fatores que fazem a fatura subir e que convém antecipar:
- Emissores a substituir: radiadores antigos de alta temperatura podem exigir substituição por modelos de baixa temperatura ou por piso radiante, o que acresce vários milhares de euros à obra.
- Depósito de AQS: se optar por produção de água quente integrada, o depósito e a sua ligação fazem parte do custo.
- Acesso e localização da unidade exterior: distância ao quadro elétrico, necessidade de reforço da alimentação ou de estrutura de suporte.
- Estado do isolamento: numa casa mal isolada, será preciso mais potência para o mesmo conforto, o que encarece o equipamento.
Para uma estimativa ajustada à sua morada, consulte os preços de referência por potência em Lisboa e peça sempre três propostas detalhadas antes de decidir. Um orçamento sério discrimina equipamento, mão-de-obra, materiais e colocação em serviço: desconfie de um valor único sem detalhe.
Ar-água ou ar-ar: qual escolher
A diferença essencial está no que cada sistema entrega. A bomba de calor ar-água aquece água que circula em radiadores ou piso radiante e produz AQS, substituindo uma caldeira. A ar-ar (ar condicionado reversível) climatiza o ar diretamente, com arrefecimento no verão, mas não produz água quente.
Na hora de comparar, olhe para três indicadores de eficiência:
- COP (coeficiente de desempenho): rácio entre o calor produzido e a eletricidade consumida num ponto de funcionamento. Quanto mais alto, melhor.
- SCOP: o COP medido ao longo de toda a estação de aquecimento, mais representativo do consumo real.
- SEER: o equivalente para a função de arrefecimento, relevante sobretudo nos modelos ar-ar.
Um SCOP elevado traduz-se diretamente em faturas de energia mais baixas: um equipamento com SCOP 4 produz, em média, quatro unidades de calor por cada unidade de eletricidade consumida ao longo da estação. A diferença entre um modelo com SCOP 3,5 e outro com SCOP 4,5 pode representar uma poupança anual significativa numa habitação com aquecimento intensivo.
Em termos de uso, a escolha resume-se assim:
- Ar-água: indicada para quem quer um sistema central de aquecimento e AQS, sobretudo em substituição de caldeira. Investimento maior, mas resposta completa.
- Ar-ar: indicada para quem procura sobretudo arrefecimento no verão e aquecimento de apoio, com investimento inicial mais baixo. Não produz água quente.
Para pôr os modelos lado a lado segundo estes valores, use o comparador de propostas no Porto e exija que cada orçamento indique o COP, o SCOP e o SEER do equipamento proposto.
Apoios e IVA 6% em 2026
Em Portugal, o principal apoio à instalação de bombas de calor está ligado ao Fundo Ambiental, através do programa "Edifícios mais sustentáveis", que co-financia equipamentos de climatização mais eficientes em habitação. Os montantes e a percentagem de comparticipação dependem do aviso em vigor 2026: abrem e encerram conforme a dotação disponível, pelo que deve confirmar as condições à data da candidatura.
Os apoios a ter em conta:
- Fundo Ambiental, programa Edifícios mais sustentáveis: comparticipação para bombas de calor de classe energética elevada, segundo o aviso em vigor 2026.
- Vale Eficiência: vale destinado a famílias em situação de vulnerabilidade energética, aplicável a intervenções de eficiência, conforme as orientações técnicas em vigor.
- IVA a 6%: taxa reduzida aplicável à mão-de-obra e a materiais em obras de reabilitação de habitação elegíveis, em vez da taxa normal.
A regra prática para não perder a candidatura é simples: guarde todas as faturas, fichas técnicas do equipamento e o certificado energético da habitação, porque a elegibilidade depende quase sempre da classe energética da bomba de calor e da comprovação documental da intervenção. A maioria dos avisos exige que o equipamento atinja uma classe de eficiência mínima e que a candidatura seja submetida dentro do prazo de execução físico-financeira definido.
Verifique sempre os avisos abertos e a documentação exigida em fundoambiental.pt e as fichas de eficiência energética em adene.pt antes de avançar. Para preparar o processo com um profissional que trate da candidatura, veja os apoios disponíveis no Porto. Não avance com base em montantes ouvidos de terceiros: só o texto do aviso em vigor 2026 é vinculativo, e os valores anunciados podem variar a cada nova fase de financiamento.

Que potência escolher
Sobredimensionar uma bomba de calor encarece a instalação e penaliza o rendimento; subdimensionar deixa a casa fria nos dias mais frios. A regra prática mais usada é de cerca de 80 W por m² para uma habitação corretamente isolada; para uma primeira estimativa, use a nossa calculadora de potência.
Alguns exemplos para enquadrar a decisão:
| Área da habitação | Potência indicativa |
|---|---|
| 80 m² | ~6,5 kW |
| 120 m² | ~10 kW |
| 160 m² | ~13 kW |
Esta regra é apenas um ponto de partida. O isolamento, a exposição solar, o pé-direito e a zona climática alteram o cálculo: uma habitação no litoral, com inverno ameno, exige menos potência do que uma no interior sujeita a frio acentuado. Por isso, um balanço energético prévio define a potência exata, evitando o erro frequente de comprar potência a mais "por segurança", o que penaliza tanto o investimento como o rendimento em funcionamento parcial.
Peça que esse estudo conste da proposta e confronte-o com a recomendação de um instalador certificado em Lisboa antes de fechar a dimensão do equipamento. Um bom profissional dimensiona pela carga térmica real da casa, não pela área a olho.

Instalação, manutenção e técnico habilitado
A instalação de uma bomba de calor ar-água demora habitualmente 2 a 3 dias, consoante a rede hidráulica existente. A intervenção tem de ser feita por um técnico responsável habilitado para o manuseamento de gases fluorados, o fluido frigorigéneo que circula no circuito. Exija o registo e o relatório de intervenção com a identificação do fluido.
Quanto à manutenção, é um ponto que muitos esquecem no orçamento inicial:
- Para equipamentos com mais de 4 kW, a manutenção periódica é obrigatória e inclui a verificação de estanquidade do circuito frigorífico.
- Um contrato de manutenção com um instalador habilitado custa, em regra, 150 a 250 € por ano.
- A manutenção regular preserva o rendimento (o SCOP degrada-se com filtros sujos e fugas) e é condição para manter as garantias do fabricante.
Antes de assinar, confirme que a empresa inclui a colocação em serviço e a primeira visita de manutenção. Pode encontrar profissionais habilitados para gases fluorados junto de um instalador certificado no Porto, que trata também do registo do equipamento.
Próximo passo
Reunidos o preço, a potência e os apoios, falta a parte decisiva: comparar profissionais. Peça três orçamentos detalhados a instaladores habilitados e verifique, em cada proposta, a potência, o SCOP e o plano de manutenção antes de escolher.